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O papel da contabilidade consultiva com a chegada da Reforma Tributária

O novo cenário: da escrituração à inteligência fiscal


A Reforma Tributária, não muda apenas tributos — muda também o papel da escrituração contábil dentro das empresas, que ganha uma nova dimensão.


A contabilidade deixa de ser o mero cumprimento de obrigações acessórias e ganha ainda mais valor estratégico, capaz de determinar o ritmo das empresas na adaptação ao novo sistema de CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e amenizar (ou potencializar) seus impactos no fluxo de caixa, na precificação e na gestão fiscal.


Com a reforma tributária a contabilidade consultiva passa a ser a evolução natural do setor contábil.

💬 Em resumo: a esfera contábil será o elo entre a legislação e a tomada de decisão empresarial, transformando dados fiscais em estratégia.

 

Contabilidade consultiva: o novo perfil profissional

 

Historicamente, a contabilidade no Brasil é marcada por uma atuação voltada ao cumprimento de obrigações fiscais complexas.


Com a reforma tributária, a visão consultiva e gerencial passa a ser a evolução natural do setor contábil. Ela combina análise técnica, planejamento tributário e visão gerencial, com foco em prevenir riscos e gerar eficiência operacional.


Nesse contexto, a empresa não pode contar somente com o contador que apenas executa obrigações, mas sim buscar o apoio de um consultor fiscal e financeiro para a empresa - que irá orientar decisões estratégicas.

 

Por que isto é essencial na transição tributária


A fase de transição (2026–2033) exigirá conhecimento técnico, domínio tecnológico e capacidade analítica.

 

⚙️ Principais funções do consultor:


  1. Simular o impacto da CBS e IBS nas margens e preços.

  2. Orientar ajustes no ERP e notas fiscais eletrônicas.

  3. Planejamento dos créditos financeiros IBS/CBS e ressarcimentos automáticos.

  4. Assessorar no planejamento tributário da transição (2026–2033).

5.    Reclassificação de produtos, NCMs e operações conforme o cClassTrib (Código de Classificação Tributária);

6.    Orientar sobre a revisão de políticas de preços

7.    Acompanhar o Comitê Gestor do IBS e suas resoluções complementares


Abaixo segue um quadro resumo sobre as diferenças deste papel do profissional antes e após a reforma:

Função tradicional

Função consultiva

Cumprir obrigações e enviar declarações

Interpretar impactos fiscais e

orientar decisões

Enviar guias e apurações

Simular cenários e reduzir carga efetiva

Atuar reativamente

Atuar estrategicamente e de

 forma preventiva

Informar

Orientar e planejar

💡 Exemplo prático:

Um consultor poderá calcular como o novo modelo afeta o custo de um produto que hoje tem ICMS-ST e PIS/Cofins cumulativo — projetando o preço líquido futuro com CBS/IBS não cumulativos.

 

O consultor como elo entre tecnologia, finanças e conformidade

 

O novo sistema de arrecadação exige que as informações contábeis, fiscais e financeiras sejam totalmente integradas em tempo real com bancos e plataformas de pagamento, tornando prioridade a reconciliação fiscal digital.


O consultor, atuando em conjunto com a contabilidade, será o elo entre o ERP, o Fisco e a gestão financeira da empresa, garantindo que:


  • O crédito seja corretamente reconhecido e compensado;

  • O imposto recolhido automaticamente esteja conciliado com a contabilidade;

  • As demonstrações financeiras reflitam o impacto tributário real;

  • A empresa mantenha compliance em tempo real com as obrigações nacionais e estaduais.


Esse papel da contabilidade consultiva na reforma tributária vai muito além da escrituração — envolve interpretação estratégica de dados e planejamento fiscal preditivo, apoiado por tecnologia e inteligência analítica.


O consultor ou contador que dominar essas ferramentas e habilidades passará a ser um agente estratégico do negócio, não apenas um prestador de serviços contábeis:

Ferramenta

Função

Impacto na contabilidade

Split Payment

Arrecada tributos direto

no pagamento

Reduz erro de recolhimento e muda fluxo de caixa

SPED Unificado

Escrituração digital da CBS/IBS

Substitui blocos e obrigações acessórias antigas

SUA (Sistema Unificado de Arrecadação)

Distribui arrecadação entre União, Estados e Municípios

Simplifica conciliações e relatórios

Comitê Gestor do IBS

Define regras operacionais e partilha

Exige acompanhamento constante das resoluções

 

O consultor como educador tributário

 

A transição tributária exigirá educação fiscal dentro das empresas. O consultor deve atuar como multiplicador de conhecimento, explicando para equipes de compras, vendas e finanças como cada operação impacta na CBS e no IBS.


💬 Exemplo:

Treinar o setor de compras para validar NFs com destaque correto da CBS/IBS e CFOP de destino — garantindo que o crédito financeiro seja aproveitado de forma integral.


📈 Isso cria governança fiscal corporativa, reduz erros e fortalece o papel da área contábil como centro de inteligência do negócio.

 

O contador na gestão do crédito financeiro


Com o novo regime de crédito financeiro integral, todas as aquisições tributadas geram crédito automático de IBS e CBS.


O contador será responsável por monitorar, validar e gerenciar esses créditos, assegurando que sejam utilizados corretamente na apuração e no fluxo de caixa.


Essa função será ainda mais relevante em empresas que operam com:


  • Alto volume de compras;

  • Exportações (que geram crédito acumulado);

  • Cadeias longas de produção ou distribuição;

  • Setores com operações interestaduais (onde o princípio do destino redefine a base tributária).


💡 Dica prática:

Um controle digital de créditos pode antecipar ressarcimentos e melhorar o capital de giro.

 

Conclusão: a contabilidade consultiva gerencial é fundamental com a Reforma Tributária


A transição tributária é mais do que uma mudança de impostos — é uma transformação cultural e tecnológica na forma de gerir tributos no Brasil. O novo ambiente tributário será altamente tecnológico e integrado, mas exigirá interpretação humana e estratégica.


Com a mudança, se inaugura a era da contabilidade consultiva estratégica onde o consultor deve passar a ser presença indispensável nas empresas. Ele não apenas cumpre regras, ele interpreta a lei, orienta decisões e garante competitividade no novo ambiente tributário.


Na era do IBS, CBS e Imposto Seletivo, o profissional contábil deixa de ser apenas o guardião das obrigações acessórias e se torna o parceiro estratégico das empresas, ajudando-as a navegar com segurança e eficiência no novo ambiente fiscal digital.


A contabilidade consultiva não é mais uma tendência: é uma necessidade urgente para empresas que querem prosperar na nova realidade tributária.


Se a contabilidade da sua empresa ainda não é uma área estratégica, os seus negócios podem ficar vulneráveis com a chegada da Reforma Tributária. Procure o quanto antes uma empresa de consultoria para se preparar para este momento.


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